A inclusão e a integração, em todos os sentidos, e mais especialmente as das pessoas com necessidades especiais.

 

Vamos começar perguntando:

- O que são os alunos com necessidades especiais?

São alunos que apresentam algum tipo de deficiência física, mental, sensorial, motora, visual, em caráter temporário ou permanente e que exige uma ação ou acompanhamento especial para minimizar o problema. Mas essa condição deve ser acompanhada por uma pessoa preparada, o que na maioria das vezes não acontece com a inclusão irresponsável praticadas pelos governantes, sem falar que esses seres humanos são literalmente jogados em sala de aula com mais de vinte e cinco alunos. Fato que impede uma ação, por parte do professor, mais individualizada.

Seguimos com uma nova pergunta:

- O que fazer quando deparamos em sala de aula com um aluno com necessidades especiais?

 

É mais do que óbvio que será procurar uma ajuda, seja por meio da leitura em publicações, da pesquisa na internet, participar de cursos e até consultar um especialista. Afinal das contas nós não estamos trabalhando com uma “coisa”, mas sim com um ser humano, que tem sentimentos, pensa, respira, tem vontades... A pergunta que devemos fazer para que obtenhamos uma resposta mais coerente e precisa é:

 

- Quem são os alunos com necessidades especiais?

- Como devemos trabalhar com estes seres humanos?

- Quais as suas necessidades?

- O ambiente está adequadamente adaptado para o trabalho com estas pessoas?

 

Como qualquer ser humano essas crianças, jovens, adultos ou idosos, possuem necessidades, vontades, habilidades, sentimentos, curiosidades, expectativas, interesses, querem trabalhar em grupo com todos os demais colegas e, nunca, querem ser renegados, discriminados, menosprezados...

Esta vontade de se relacionar com as pessoas ajuda a melhorar a convivência, pois não são coitadinhos, incapazes, doentes etc. No entanto para que isso aconteça o professor não pode ser surpreendido, mas sim formado para não ter problema com as situações inerentes à condição de um aluno especial.

 

A igualdade deve ser a primeira regra dentro da sala de aula e desta forma mostrar não apenas ao grupo, mas a comunidade escolar a importância do relacionamento igualitário.

 

Por uma série de motivos, a começar pela negligência dos políticos e a sua falta de compromisso com a educação popular, ocorrerão dificuldades que não poderão ser resolvidas pelo professor e até mesmo pela escola. Uma delas é a adaptação do meio físico, com a instalação de rampas, escadas rolantes, elevadores, mesas e cadeiras especiais, sala de aula com no máximo de 25 alunos (sendo o ideal para que este trabalho de resultados o número máximo de 20 alunos por sala), equipamentos com acessórios especiais para estes alunos (relacionados às mídias e multimídia), entre outros problemas.

É interessante observar que o problema não é o aluno com necessidades especiais, muito menos o professor, mas sim alguns governos e políticos descompromissados e irresponsáveis.

É esta falta de condições de trabalho que assusta o professor e até o impede de realmente fazer o seu papel, pois numa sala, com alunos tidos como normais, com mais de 25 alunos, os resultados já serão desastrosos. O problema é que algumas salas possuem mais de 50 alunos (prática comum do governo do Estado de São Paulo desde que foi iniciada a proposta de inclusão).

Um segundo passo para superar este medo é o professor se conscientizar que ele é responsável pela formação pedagógica e não pelo acompanhamento médico. Não estou dizendo que o professor e o médico não poderão fazer um trabalho em conjunto, muito ao contrário, este trabalho poderá ajudar ainda mais o aluno e proporcionar experiências riquíssimas para ambos, mas repito, o professor será o responsável direto pela formação deste ser humano, como o faz com qualquer outro ser humano.

Um terceiro passo, também de responsabilidade governamental, pois professores que são obrigados a cumprirem jornadas absurdas de 60 a 70 horas semanais não terão tempo para uma formação mais completa, solução que passa por um salário digno.

A solução é a criação nas Universidades Públicas ou através de convênios com Universidades Privadas de cursos de formação gratuitos para os professores e demais funcionários das escolas. Estes cursos, fora do horário de trabalho, devem ser remunerados para que o professor possa pesquisar, ter um computador em sua casa com conexão à Internet, a grupos de discussão na Rede, adquirir publicações e poder se deslocar sem que tenha que custear seu transporte, ter condições de se alimentar, entre outras necessidades ligadas a uma formação.

A formação é imprescindível e necessária. Mas com jornadas gigantescas e quando não tem que completá-la em duas ou mais escolas, esta formação se torna impossível. O ânimo literalmente vai para o espaço. Só os nossos governantes não vêem isso, ou melhor, não querem ver.

Estas são algumas das condições mínimas para que ocorra a inclusão, ou seja, a integração destes alunos com necessidades especiais com aqueles que não a tem (não sei até que ponto esta afirmação é correta, pois todos nós, de alguma forma, temos necessidades especiais).

O Site “Educação Especial”, do Portal “ArteEducar” está abrindo espaço para a formação e discussão sobre os temas inclusão e integração, quem sabe de alguma forma sensibilizando não apenas o professor, mas principalmente os nossos políticos da necessidade de uma política verdadeiramente inclusiva e que proporcione a integração.

 





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