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A técnica de Contar
História é relativamente simples, mas é necessário um mínimo de
cuidado e atenção no momento da realização desta atividade.
O ato de contar
história vai desde o espaço onde ele é realizado, a composição
e a relação entre o Contador de História e o fundo, a iluminação (não
é necessária a iluminação de um teatro), a expressão (facial,
corporal e o movimento das personagens), o olhar, entre outras
condições. Esta página tem por objetivo proporcionar alguma
informação técnica de forma clara, simples e na qual serão feitas
inserções contendo novas dicas ou sugestões.
Nota: Também é
certo, como acontece em todas as atividades, que não poderemos
satisfazer ao total dos alunos, motivo que não deve ser obstáculo,
por um único condição, quando do desenrolar da atividade existirão
meios de chamar a sua atenção e integrá-lo ao grupo. Outro fato
importante, nem todos alunos precisarão fazer parte do grupo de
contadores, poderão sim estar desenvolvendo outras funções, como a
criação do texto base etc.
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Em sala de aula: Explorar a
sala de aula de forma diferenciada, mudando a disposição das
carteiras ou até mesmo as colocando no corredor e criando um
espaço aberto. Há neste caso a possibilidade de se forrar o chão
para que os alunos possam sentar e realizar algumas atividades
sem que se sujem.
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Outros espaços
internos da Escola, como: Sala de Leitura, Sala de
Informática, a Cozinha, o banheiro dos alunos(as), Secretaria,
Sala de Reunião, Sala de Vídeo, pátio interno etc. Muitos destes
espaços da escola são comumente proibidos ou atendem a uma única
finalidade, mas em alguns momentos eles precisam ser abertos
para que o aluno perceba que tudo aquilo está ali para atender e
formá-lo como cidadão crítico e participante. Em dado momento um
Contador
de
História poderá na cozinha ensinar os alunos a fazerem o seu
próprio lanche ou uma refeição, nessa atividade lavam as
verduras (sempre assessorados pelas cozinheiras ou
merendeiras), cortar o pão, tirar a salsicha da embalagem,
colocar na panela para cozinhar, descascar o tomate para o
molho, abrir os saquinhos para o lanche, preparar o suco (natural
ou artificial) ou o leite, verificar se não estão sujando
demasiadamente o ambiente etc. Esta é uma entre as muitas outras
possibilidades. O mais importante é que um Contador de História
seja o orientador dos alunos, pois é uma forma diferente de
construir o conhecimento.
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Outros espaços externo da Escola,
como: Pátio externo, Jardim, parque, área arborizada,
estacionamento, Quadra Poliesportiva etc. Estes são relegados
geralmente aos intervalos ou para a aula de Educação Física,
porém é um espaço na Escola que proporcionam aulas riquíssimas e
o ato de Contar História nestes espaços oferecerá um momento
diferente e descontraído, bem diferente da sala de aula.
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Fora da Escola I:
numa praça, jardim, parque, teatro, museu (área interna ou
externa), em algum espaço comunitário, numa igreja,
zoológico, Jardim Botânico, próximo a um rio ou mar ou represa,
em um clube, uma indústria, restaurantes, lanchonetes etc. Vide
Excursões ao lado.
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Fora da Escola II:
Faculdades, Universidades, Exposições de Arte, Feiras (Industriais,
Produtos, Pecuárias, Agrícolas, Educacionais etc.),
Laboratórios (clínicos, fotográficos, física etc.),
entre muitas outras possibilidades. Este tipo de trabalho
proporcionará uma troca de experiência, principalmente no caso
das Universidades ou Faculdades, pois os alunos do ensino
regular fundamental, ensino médio, ou ainda, da pré-escola, esse
tem muito a ensinar aos alunos Universitários e o contrário
também é válido.
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Fora da Escola III: Visitar
um orfanato, asilo, creche, hospital, Posto ou Centro de Saúde,
Postos Médicos, Instituições para Menores que tenham cometido
atos anti-sociais, comunidades carentes etc. A escola geralmente
é um mundo a parte, fora da realidade da comunidade, pouco
participativa e desconhecedora dos fatos que acontecem
diariamente em seu entorno. Sair com o aluno para visitar estes
locais além de conscientizá-lo, será aflorado, quando bem
trabalhada (durante a excursão), a solidariedade e não
a piedade ou dó. A participação da Escola em trabalhos sociais é
primordial para a formação de um aluno responsável, crítico e
atuante, que respeita seu semelhante e os bens públicos e será
sabedor da importância do trabalho coletivo.
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Fora da Escola IV:
As chácaras, sítios, fazendas, usinas de açúcar, Clubes de
Campo, Hotéis Fazenda, sítios ou fazendas turísticas, rios,
praias, córregos, nascentes, represas, usinas de tratamento de
água, usinas de tratamento de esgoto, matas, reservas
florestais, sítios arqueológicos, usinas hidroelétricas, usinas
eólicas, usinas termoelétricas, agroindústria, granjas, escolas
rurais (de curso regular ou técnico), aldeia de índio,
vilarejos, fazendas experimentais etc. O trabalho de construir
conhecimento através do ato de Contar História poderá ocorrer
antes, durante e depois de uma excursão, ele poderá também ser
de improviso, feito pelo aluno ou professor.
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Excursões
a pé: Durante o percurso da excursão tem um objetivo
pedagógico, mesmo que ela seja destinada ao lazer. O problema é
que muitas vezes este percurso acaba sendo um transtorno tanto
para professores bem como para os alunos. A solução é a de se
contar história. Outra possibilidade é em pontos chave o
Contador de História interromper a caminhada e contar uma
história (é importante que esta seja curta e
conseqüentemente rápida), por exemplo num semáforo, antes
de atravessar uma rua ou avenida ou estrada, ao passar por uma
praça, um monumento histórico, parque, hospital, prédio da
Prefeitura, Câmara dos Vereadores, Museus, entre outras
possibilidades. A(s) história(s) poderá(ão) ou não estar(em)
relacionada(s) à estes pontos. Estas paradas poderão servir para
um breve descanso ou para uma análise do seu bairro, dos locais
mais importantes, da função das unidades comerciais, industriais
ou de serviços. Fazer as apresentações onde todos os alunos
possam ouvir e que não tenha nenhum risco para estes.
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Excursões
em transporte coletivo: Estas excursões deverão ser bem
organizadas e os cuidados deverão ser maiores, mas não são
impossíveis, são na realidade uma forma de integrar a Escola à
sociedade, ao respeito ao bem público, essa ação aumentará o
senso de responsabilidade do aluno. O fato dele pagar uma
passagem também tem sua função pedagógica, este ato mostra que
nem tudo é de graça na Educação (deveria ser), que os
governos, em sua maioria são omissos nesta questão. Durante o
percurso observar a qualidade do transporte público que é
oferecido à população, ato que proporcionará uma postura mais
crítica etc. Este transporte poderá ser um ônibus, trem, metro,
veículos menores etc. Neste caso é mais complicado a realização
de uma apresentação do Contador de História, os passageiros não
são apenas alunos, mas não impossível, porém é mais recomendável
que ela ocorra durante o embarque ou o desembarque.
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Em
excursões em transporte fretado: Durante uma excursão
mais longa a ansiedade pelo tempo de viagem poderá ser um fator
que gere bagunça e geralmente é mal aproveitado pedagogicamente
falando. Um Contador de História, o professor ou outro adulto,
vai evitar que os alunos, principalmente os pequenos, façam
bagunça, briguem ou se ofendam. Fazer apresentações curtas, mas
relacionadas à excursão, em espaços de tempo pré-programados
para que os alunos as discutam, de preferência sem a
interferência do professor ou contador de história. Muitos
alunos levam nestas excursões lanches e refrigerantes, e quando
estiverem comendo não deverá haver apresentação. Este momento
não deve ser usado para uma apresentação, pois ele deve ser
descontraído. É importante trabalhar a questão da higiene e
limpeza, portanto contar história neste momento provavelmente
não será proveitoso. O meio de transporte também poderá ser o
tema para o Contador de História, seja ele um ônibus, trem,
barco, navio, avião etc.
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A escolha dos temas poderá ser feitas pelo
professor, aluno, comunidade escolar etc.
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Os temas deverão fazer parte de um projeto e
estarem relacionados à construção de um determinado
conhecimento.
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Poderá surgir
após um trabalho comunitário, uma excursão, uma palestra,
debate, seminário, filme, vídeo, apresentação em computador,
peça teatral, show de música, projeção de slides, apresentação
em um retroprojetor ou epíscopo etc.
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A história poderá ser contada através da
música, o repente por exemplo ou a paródia, por um violeiro,
sanfoneiro ou pelos alunos com seus grupos musicais.
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Proporcionar uma visão mais profunda e de
forma diferenciada aos temas escolhidos. É muito comum o aluno
representar a violência existente em sua comunidade ou aquela
proporcionada pela televisão sem nenhuma reflexão,
problematização, crítica e ou solução. A solução poderá vir de
um debate, seminário, conferência etc.
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É recomendado que a Escola produza pelo menos
uma apostila, na forma de um caderno tamanho A5 sobre o trabalho
sugerido nos itens quatro e cinco após a sua conclusão. Este
trabalho poderá ficar a cargo do Professores, CP, Direção, e
outros profissionais que façam parte da comunidade escolar. Há é
óbvio a possibilidade do aluno produzir este trabalho, mas ele
terá que ser bem estruturado. Este material poderá ser impresso
em mimeógrafo a tinta, caso a escola não o tenha, normalmente as
delegacias de Ensino ou outras Unidades Administrativas
Educacionais possuem alguma forma para imprimi-los. Existe ainda
a possibilidade da comunidade escolar ajudar, por exemplo: as
lojas, o comércios, as industrias, poderão fazer reprodução do
material. De tudo isso o mais importante é que ele seja
distribuído para todos alunos, professores e de forma gratuita.
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1. O texto deverá ser um referencial, não deverá
ser decorado em hipótese alguma. Caso isso ocorra a naturalidade, o
improviso, a espontaneidade, serão perdidas.
2. É importante que o texto seja produzido a
partir de uma experiência anterior, seja ela dentro da comunidade,
da escola, de uma excursão, palestra etc.
3. Discutir as questões que envolvem a escrita e
a relação do ato de se comunicar. Esse trabalho permite que o leitor
entenda a mensagem que é transmitido.
4. É muito importante que o professor tenha uma
cópia do texto e que ele faça a correção com o grupo criador ou até
mesmo com toda a sala.
5. Poderá ser realizado um seminário onde sejam
apresentados os textos e convidados falem dos temas neles abordados.
6. Nesta proposta do item cinco também é possível
e produz resultados altamente favoráveis para a construção do
conhecimento, desde que os alunos façam a apresentação, ou seja,
eles mesmos contam a história, três ou quatro apresentações
relacionadas ao tema. Logo após o convidado faça a sua palestra. No
final é recomendado um espaço para perguntas e respostas por parte
do palestrante. Não realizar seminários conjugados à venda de livro
do palestrante ou da editora, neste caso acaba sempre perdendo em
qualidade, pois o interesse acaba se voltando para o comercial.
7. As Histórias
deverão ter aproximadamente 15 minutos, pois se forem muito extensas
se tornarão cansativas, principalmente caso o contador não tenha uma
boa experiência de trabalho. O ideal será determinado pelo professor
e pelos alunos. Já vi trabalhos produzidos por meus alunos com menos
de cinco minutos e outros, também belíssimos, com mais de quarenta
minutos.
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